01/08/2009

Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage (o Elmano Sadino da Nova Arcádia) é um poeta de transição entre duas escolas literárias bem conhecidas: Classicismo e Romantismo.
Bocage é um poeta de claro-escuro, ora de sombras nocturnas, ora de serena luminosidade. O poeta consumiu-se na busca incessante de uma felicidade impossível, ora inventando mulheres quiméricas, idealizando mulheres de carne e osso que depressa o decepcionavam, quando não o desiludiam de si próprio, ora evadindo-se pela entrega ao prazer sensual. O sentimento agudo da frustração leva-o a pensar no suicídio. A morte horroriza-o e ao mesmo tempo exerce nele uma poderosa sedução: é o esquecimento, a paz. Por isso Bocage elogia a Noite, símbolo da morte, e descreve gostosamente a paisagem nocturna povoada de animais sinistros muito em voga no Pré-Romantismo: o mocho, o corvo.

PERCURSO BIOGRÁFICO:
  • Nascimento em Setúbal a 15 de Setembro de 1756;
  • Embarque para a Índia e passagem pelo Brasil em 1786;
  • Regresso a Lisboa em 1790;
  • Publicação do 1º tomo das Rimas em 1791;
  • Vida dissoluta passada entre os cafés, os salões e uma boémia generalizada;
  • Obsessão do paralelismo existente entre a sua vida e a de Camões;
  • Prisão, por delito contra o Estado ( irreverências antimonárquicas e anticatólicas) em 1797;
  • Estada, por decisão do Tribunal, no Mosteiro de São Bento da Saúde, em 1798;
  • Publicação do 2º tomo das Rimas, em 1799;
  • Publicação do 3º tomo das Rimas, em 1804;
  • Morte a 21 de Dezembro de 1805.

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