25/02/2010

Para lá do Poema

Pode calar-se o grito

pode queimar-se o papel

em que o poema estava escrito

pode mesmo matar-se o poeta

mas o Poema

esse é feito de eternidade

e resiste para além do medo

estilhaçando o mármore dos túmulos

e cavalga sobre o algodão das nuvens

até às galáxias mais longuíquas

do universo da quimera



O Poema viverá para lá do poeta

porque o poema é o seu sémen

atirado ao futuro

para que germine no útero do sonho

Ninguém pode sepultar um poema.

Sem comentários:

Enviar um comentário