22/03/2010

Sou capaz

Sou capaz do impossível
Dum feito inaudível…
Sou capaz
Do artifício do capataz!

Sou capaz
De surpreender…
De enaltecer…
De escorregar
Cair e me levantar!

Sou Capaz
De tudo e de nada…
Duma longa empreitada
Como sou capaz
De recomeçar
A partir detrás!

21/03/2010

Luís de Camões

Desconhece-se a data e o local onde terá nascido Camões. Admite-se que nasceu entre 1517 e 1525. Luís Vaz de Camões, filho único de Simão Vaz de Camões e de Ana de Sá de Macedo, naturais da Galiza e Chaves respectivamente. Terá nascido em Coimbra ou Lisboa, lugares que reivindicam ser o local de seu nascimento. Frequentemente fala-se também em Alenquer, mas isto deve-se possivelmente a uma má interpretação de um dos seus sonetos, onde Camões escreveu "[…] / Criou-me Portugal na verde e cara / pátria minha Alenquer […]". Esta frase isolada e a escrita do soneto na primeira pessoa levam as pessoas a pensarem que é Camões a falar de si. Mas a leitura atenta e completa do soneto permite concluir que os factos aí presentes não se associam à vida de Camões. Camões escreveu o soneto como se fosse um indivíduo, provavelmente um conhecido seu, que já teria morrido com menos de 25 anos de idade, longe da pátria, tendo como sepultura o mar
O pai de Camões foi Simão Vaz de Camões e sua mãe Ana de Sá e Macedo. Por via paterna, Camões seria trineto do trovador galego Vasco Pires de Camões, e por via materna, aparentado com o navegador Vasco da Gama.
Entre 1542 e 1545, viveu em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta e feitio altivo.
Viveu algum tempo em Coimbra onde teria frequentado o curso de Humanidades, talvez no Mosteiro de Santa Cruz, onde tinha um tio padre, D. Bento de Camões. Não há registos da passagem do poeta por Coimbra. Em todo o caso, a cultura refinada dos seus escritos torna a única universidade de Portugal do tempo como o lugar mais provável de seus estudos.
Ligado à casa do Conde de Linhares, D. Francisco de Noronha, e talvez preceptor do filho D. António, segue para Ceuta em 1549 e por lá fica até 1551. Era uma aventura comum na carreira militar dos jovens, recordada na elegia Aquela que de amor descomedido. Num cerco, teve um dos olhos vazados por uma seta pela fúria rara de Marte. Ainda assim, manteve as suas potencialidades de combate.
De regresso a Lisboa, não tarda em retomar a vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I. Teria caído em desgraça, a ponto de ser desterrado para Constância. Não há, porém, o menor fundamento documental de que tal fato tenha ocorrido.
Segundo Manuel de Faria e Sousa seu principal biografa e comentador, em 1550 Camões destina-se a passar à Índia. Vem no registo da Armada de esse ano, que Faria encontrou o seguinte : " Luís de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá, moradores em Lisboa, na Mouraria ; escudeiro, de 25 anos, barbirruivo, trouxe por fiador a seu pai; vai na nau de S. Pedro dos Burgaleses." Ia assentado entre os homens de armas. Afinal não embarcou.
No dia de Corpus Christi de 1552 entra em rixa, e fere um certo Gonçalo Borges. Preso, é libertado por carta régia de perdão de 3 de Março de 1553 : " é um mancebo e pobre e me vai este ano servir à Índia". Embarca então na armada de Fernão Álvares Cabral, a 24 desse mesmo mês. O mesmo Manuel de Faria e Sousa encontrou o registo dessa Armada onde vem, sob o título "Gente de guerra", o seguinte assento: " Fernando Casado, filho de Manuel Casado e de Branca Queimada, moradores em Lisboa, escudeiro; foi em seu lugar Luís de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá, escudeiro; e recebeu 2400 como os demais".
Chegado a Goa, Camões toma parte na expedição do vice-rei D. Afonso de Noronha contra o rei de Chembe, conhecido como o "rei da pimenta". A esta primeira expedição refere-se a elegia "O Poeta Simónides falando". Depois Camões fixou-se em Goa onde escreveu grande parte da sua obra épica. Considerou a cidade como uma "madrasta de todos os homens honestos" e ali estudou os costumes de cristãos e hindus, e a geografia e a história locais. Tomou parte em mais expedições militares. Entre Fevereiro e Novembro de 1554 integrou a Armada de D. Fernando de Meneses, constituída por mais de 1000 homens e 30 embarcações, ao Golfo Pérsico, aí sentindo a amargura expressa na canção "Junto de um seco, fero e estéril monte". No regresso foi nomeado "provedor-mor dos defuntos nas partes da China" pelo Governador Francisco Barreto, para quem escreveria o "Auto do Filodemo".
Em 1556 partiu para Macau, onde continuou os seus escritos. Viveu numa gruta, hoje com o seu nome, e aí terá escrito boa parte d'Os Lusíadas. Naufragou na foz do rio Mekong, onde conservou de forma heróica o manuscrito da obra, então já adiantada (cf. Lus., X, 128). No desastre teria morrido a sua companheira chinesa Dinamene, celebrada em série de sonetos. É possível que datem igualmente dessa época ou tenham nascido dessa dolorosa experiência as redondilhas "Sôbolos rios".
Regressou a Goa antes de Agosto de 1560 e pediu a protecção do Vice-rei D. Constantino de Bragança num longo poema em oitavas. Aprisionado por dívidas, dirigiu súplicas em verso ao novo Vice-rei, D. Francisco Coutinho, conde do Redondo, para ser liberto.
De regresso ao reino, em 1568 fez escala na ilha de Moçambique, onde, passados dois anos, Diogo do Couto o encontrou, como relata na sua obra, acrescentando que o poeta estava "tão pobre que vivia de amigos" (Década 8.ª da Ásia). Trabalhava então na revisão de Os Lusíadas e na composição de "um Parnaso de Luís de Camões, com poesia, filosofia e outras ciências", obra roubada. Diogo do Couto pagou-lhe o resto da viagem até Lisboa, onde Camões aportou em Abril de 1570, na nau Santa Clara : "Em Cascais, as naus fundeadas esperavam que Diogo do Couto voltasse de Almeirim, onde fora solicitar de el-rei a sua entrada no Tejo, porque Lisboa estava fechada com a peste. Logo que a ordem veio, a Santa Clara"" entrou a barra." (Oliveira Martins)
Em 1580, em Lisboa, assistiu à partida do exército português para o norte de África.
Faleceu numa casa de Santana, em Lisboa, sendo enterrado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades. Os seus restos encontram-se actualmente no Mosteiro dos Jerónimos.

Fonte: Wikipédia

20/03/2010

Planeta que chora

Reflito sobre a vida
sobre o mundo rotativo
do universo exuberante
da beleza do ser pensante
do mundo mágico criativo
É o solo, é a existência roída
de um planeta que chora, exaurido.
De uma fumaça de gás cumprimido
De um berço que faz sentido.
De uma paisagem destruída
que teimo em desfrutar
a reta um ponto vai ficar
o fim, o começo a externar
O espaço a gritar
O ambiente somente?
A água?
A selva?
O mar?
E nós humanos?
O planeta chora
A inteligência ignora?
Onde iremos morar?
sem terra, sem piso, sem ar
sem fogo, sem água, sem mar?
por que a poluição?
o farelo da destruição
O lixo cultural?
O rio é um esgoto
O mar está morto
O ar é aborto
de quem quer abortar,
assim, volto ao pó
não tem reciclagem
é uma viagem,
mas viajo só?

19/03/2010

Pai somente

SE TU FORES PAI VERDADEIRO
SE TIVERES AMOR SEM PRECONCEITO
TU SERÁS SEMPRE O PRIMEIRO
QUE UM FILHO TRÁS EM SEU PEITO

SE TU ESTIVERES SEMPRE ALERTA
NA GUARDA DO FRUTO DO AMOR
TEU FILHO TE AGRADECERÁ PELA CERTA
NA VIDA COM TODO O FULGOR

SE TU NÃO PERDERES O CONTROLO
DA VIGÍLIA QUE FEITA SEMPRE DEVE SER
AQUELE QUE CRESCEU NO TEU COLO
TODA A VIDA TE IRÁ AGRADECER

SE TU FORES DURANTE A VIDA
O TIMONEIRO DA NAU A NAVEGAR
SERÁ PELO TEU FILHO SENTIDA
QUE A BOM PORTO IRÁ CHEGAR

17/03/2010

Simpresmente Amo-te...

Aos poucos fui começando a amar-te...
as nossas conversas...
as nossas brincadeiras ...
os nossos sonhos...
tudo contribuiu para que o meu amor por ti crescesse...
já passámos por momentos bons e maus...
ficámos sempre ao lado um do outro...
a desconfiança e a insegurança chegaram a apoderarem-se de nós,
mas nem isso foi suficiente para acabar com o nosso amor...
nem o tempo que estivemos "separados"...
pelo contrário, essas partidas da vida só contribuíram para que o nosso sentimento crescesse ainda mais...
fazes parte da minha vida...
fazes parte de mim...
como tal, já não sei viver sem ti...
é uma dor demasiado insuportável...
só te quero ter ao meu lado...
sentir o teu toque...
o teu beijo...
o teu amor...

16/03/2010

Auto-estima

Se um dia alguém fizer com que
se quebre a visão bonita que você
tem de si, com muita paciência
e amor reconstrua-a.
Assim como o artesão recupera a sua
peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela é
a tarefa mais importante.
Você é a sua criação mais valiosa.
Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro,
para bem dentro de você e faça
dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si.
O mundo agradecerá o seu trabalho.

13/03/2010

Valor da Amizade

Para os bens materiais
Há lojas p'ra se comprar,
Mas não há lojas que possam
Amizades ofertar...

E nas horas de incerteza?
com quem podemos contar?

Nenhum bem material,
Seja qual for o perigo
jamais terá o valor
De um sincero ombro amigo.

12/03/2010

A Natureza

A natureza é bela,
é uma doçura para quem,
tem o dom de gostar dela,
porque tem doçura também.
Ouvir um passarinho a cantar pela manhã,
ou ouvir o murmurar do ribeirinho
que corre cheio de ambição,
é um gesto de carinho,
que faz bem ao coração.
É uma dádiva da natureza,
quem a souber desfrutar,
é mais feliz com certeza
e sabe o que é amar.
vamos todos defende-la com fervor
respeitando a natureza é sonhar
com um mundo com mais amor.

11/03/2010

Onde estaremos no final da chuva?

Porque as coisas somem?
Onde estávamos quando estava tudo bem?
Aquela criança que brincava,
Aquele menino que chorava,
Aquela pessoa que faltava,
Onde estamos quando está tudo bem?

Onde estaremos no final da chuva?

10/03/2010

Para o meu amigo Jorge

Vestindo a imaculada camisa
No bolso leva a vermelha lira
De mais nada ele precisa
Para no palco dançar o Vira.

Com teu sorriso encantador
A ajudar és o primeiro
Todos dizem com fervor
Que és amigo verdadeiro.

Sempre alegre e bem disposto
Danças como não há igual
Pois sei que o fazes com gosto
Nas Tricanas do Cidral.

Feliz aniversário :)

07/03/2010

A vida

A vida é cheia de términos e novos começos.
A cada curva há algo que nos desafia, seja o novo,
formidável, ou simplesmente o familiar.
O que para uns é uma montanha intransponível,
para outros um desafio a vencer.
O que se torna sombrio para alguns
ainda permanece iluminado para outros.
Os otimistas vêem o caminho à frente,
os pessimistas ficam tão ocupados em olhar para trás
que não conseguem ver a solução bem diante deles.
Se ficarmos segurando a corda que nos arrasta para trás
não teremos mãos livres para agarrar a corda que nos puxa para frente.

Amizade

Sete letras do alfabeto,
Escrevo esta palavra,
Por ela tenho muito afecto,
E tento sempre praticá-la.

Nos dias de felicidade,
Também nas horas de tristeza,
Ela nos pede fidelidade,
Naquilo que nos une com franqueza.

Tem um som abismal,
Quando a soletramos,
Vou dizer no final,
A palavra que todos praticamos.

Sente bem de perto,
O seu som no teu ouvido,
Esta palavra tem por certo,
Amizade no seu sentido.

06/03/2010

Chuva

Ó chuva que vais caindo
devagar devagarinho
teu sentido pranto molha
as pedrinhas do caminho!
Ó chuva que vais caindo
cai devagar devagar...
Que ninguém cuide que eu choro
porque te vi a chorar!

05/03/2010

O vento

O vento assobia e uiva
mostrando o seu desencanto
como gente revoltada
em que tudo perde encanto
É um vento tenebroso
quando vira um vendaval,
mas como tudo na vida
uns dias bem... outros mal...
Quando vem a brisa suave
a brisa que vem do mar,
num dia quente, do estio,
sabe tão bem refrescar...
O vento pode ser tudo
ser suave ou furacão
trazer prazer ou a morte
ser amante ou vilão.

03/03/2010

Afastem-se as nuvens

Venha o sol encher de luz
Dar mais cor aos nossos dias
Afastar tantas tristezas
Angustias e nostalgias,
Que se acenda o sol da vida
Essa chama redentora
Borboleta colorida
Asa branca salvadora!...

Vive o coração em chamas
Por uma chama maior
Que aos poucos vá ateando
E tome um mundo melhor…
Quem quer que habite o mundo,
No céu ou no mar profundo,
Temos mesmo que aceitar
Não é varinha de condão
É uma força em vibração
Porque é lei, não vai falhar.
É o amor que imunda a Terra
Em hora de preia-mar.

Que venha luz salvadora
A centelha da verdade
Pintar a tela da vida
Com as cores da felicidade

02/03/2010

A Peniche

Peniche aveludado
Calidamente à beira-mar,
De sorriso escancarado
De olhar doce a sonhar!

De olhos cor de esp´rança
E coração ternurento,
Faz lembrar uma criança
A atirar sonhos ao vento.

Peniche hoje levantas
Do teu olhar um sorriso,
De tão afável encantas
Hoje és um paraíso!

Esta paisagem qu´eu vejo
É uma fonte de meiguice,
Das ondas do mar um beijo
Prende o olhar de Peniche!

Saudades

Não sei que fazer,
Para matar as saudades,
Só me resta dizer,
Estas meras verdades.

Tenho saudades de ver,
Esse sorriso encantador,
Quando vai voltar aparecer,
Alguem me diga porfavor.